segunda-feira, 8 de março de 2010

Para sempre nunca mais


Passaram se um ano e cinco meses.
Depois de uma tarde de muita conversa, cigarros, doses, sexo, pedidos, promessas e despedidas, ela pensou com seus botões que estava diante de alguém igual a ela.
Ele os definiu como “sexualmente iguais”.
Duas pessoas livres de qualquer regra imposta pela sociedade. Que por vezes agem com alto grau de egocentrismo.
Criaram um laço instransponível. Pessoas ligadas ao deleite da carne, a forma louca de sentir veleidade.

Uma química totalmente inexplicável, que chega até ser absurda.
Chamaria de faísca. Essa palavra cai bem.
Ela relutou tanto para não entrar nessa relação maluca. Nunca acreditou em relacionamento aberto, mas ultimamente têm pensado com carinho no assunto. Que perigo!

Sempre gostou de liberdade, ele também. Mas ainda assim buscavam relações estáveis. Talvez para que a loucura fique olhando de rabo de olho para as cenas cotidianas, bem atrás das cortinas, para se sentirem mais sãos.
Ela escuta os seus desabafos, sobre os relacionamentos frustrados, a falta de perspectiva.
Aprende com ele sobre os labirintos da mente humana.
Vê nele tanto talento desperdiçado. Seria um ótimo analista, filosofo, quem sabe.
O tem como amigo.
Ninguém acreditaria se ela o definisse assim. Talvez nem ela.
Quanto a ele, ela tem certeza que ele a vê como amiga, até mais do que como amante.
Durante um longo e árduo tempo isso doeu, agora não mais.

São um tanto insensíveis um com o outro. Não costumam se abraçar, fazer carinho um no outro.
Alguma coisa trava.

Não há mais nó na garganta. Coração doente/demente.
Só uma vontade gigantesca de estar perto.
Ela tem certo cuidado com ele, o vê tão fraco.

Olhando de perto existe um ar infantil, de menino que viveu cedo demais coisas que só os adultos vivenciam.

Há um imã.
Um pacto sabe se lá com quem. Mas há!
Mentiria se falar que esse relacionamento não deixa os outros na corda bamba.
Ela até se apaixona, caí de cabeça em outros relacionamentos, esquece dele. Porém, basta qualquer sinal para que os sentidos se alarmem e a levem para ele e vice versa.

Serão sempre amantes?

3 comentários:

eddie disse...

Amantes não são aqueles que se amam? Existe amor ou existe desejo? Ou os dois? Porque somente um não é suficiente para prender duas almas inquietas...

Anônimo disse...

Ela é usada, mas de certa maneira isso supre sua carência de alguém que esteja ao seu lado de verdade.

cintia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

Se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria

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Vou usar uma frase do Ferreira Gullar, que me define: " A vida sopra dentro de mim pânica, como a chama de um maçarico, e pode subitamente cessar ".