quarta-feira, 31 de março de 2010

Mar e Amar


O mar de amar
Há de cantar
Em cada luar
E quando eu me desesperar
Ele virar me calar
E ao meu pranto suspirar
E no seu canto
Eu irei deitar
Sonhar
O seu amor
É ar!

terça-feira, 23 de março de 2010

Ó meu bom Jesus olhai as crianças do nosso MUNDO


O que está acontecendo com a pureza e inocência dos nossos pequenos
Crianças com armas
Matando sem culpa
E de quem é a culpa?
De uma sociedade estúpida, superficial e banal
Na época de eleição
Os políticos-palhaços
Em seus espetáculos falam:
“As crianças são o futuro da nação”
O que estão fazendo por elas?
Condenando a prisão perpetua?
Quem deu a arma para essa criança?
Quem não lhe ouviu quando seu coração estava apertado?
Dói na alma saber que os pequenos não brincam na rua
Não sonham com jogos, bola, boneca
Por onde começar?
Trata-se de uma sociedade doente, demente
Mas é preciso atenção
Porque se não...
Seremos todos impuros de coração.

quarta-feira, 17 de março de 2010


Ela vestia um vestido azul anil. A s costas nuas.
Perfume entorpecedor de flor
Pediu-me um cigarro
Pensei em dar-te a minha vida
Naquele momento era tudo que pensava
A minha vida com aquele mel
Dos seus olhos
E o cheiro, ah o cheiro
Sentou ao meu lado
Queria companhia
Disse-me que queria dançar
Tratei logo de convidá-la
Tocava ACDC
Era “ I Love rock roll “
E agora como dançar ali?
Dançamos como dois bobos
Foi quando me disse que se chamava “ Mel “
Sentiu o cheiro de menta da minha loção de barbear
Perguntou-me: Que tal juntar a menta e a flor?

Quando acordei
O vestido azul anil estava junto as taças de vinho
Sobre o chão
E o corpo nu de Mel
Sobre a minha cama

Quando o sol da manhã invadiu seus olhos
Deram-se bom dia
E seguiram para o dia

Quando Mel chegou em casa
Viu uma rosa em sua caixa de correio
Com um bilhete azul anil
Dizendo: Foi uma noite doce. Topa um café, com mel e menta?
Me liga.
Ela ligou e...

quarta-feira, 10 de março de 2010

" A criança é pai do homem."


Chegou atordoado em casa.
Sabia que sua esposa percebera a sua ausência emocional nos últimos meses. Porém, nos últimos dias o cotidiano tinha se tornado insuportável.
A indiferença dele, o silêncio dela, a filha que só desenhava e em seus desenhos as pessoas não possuíam bocas.
Joana tinha apenas seis anos, mas uma grande sensibilidade para perceber que estava em um lar desfeito.
A empregada anunciava o jantar.
O marido preferia doses de uísque, a esposa preferia um chá de camomila e a pequena Joana sentou a mesa sozinha, aliás, colocou duas bonecas nas cadeiras vazias e com elas conseguia ter um jantar agradável.
Os pais não percebiam que a ausência de ambos causava um grande vazio no dia a dia da menina, que estava tendo problemas na escola, por excesso de sensibilidade. Chorava por tudo, e com isso os seus coleguinhas zombavam dela, chamando-a de Maria chorona.
Os pais foram chamados na escola, mas esquivavam-se, ambos se diziam muito ocupados. Ele médico, ela jornalista. Mas tinham tempo livre sim, não queria compartilhar suas frustrações.
A mãe lia o jornal, o pai assistia a um filme, quando Joana falou: Quero ser adotada.
A frase da menina deixou seus pais estupefatos.
- Mas por quê? Indagou a mãe
A menina com a voz mansa e chorosa respondeu:
- Quero morar numa casa onde as pessoas conversem, sorriam se abracem igual na casa das minhas amigas. Cansei de conversar com minhas bonecas, elas também não falam como vocês.
O silêncio da casa estava sufocando os ouvidos da pequena Joana.
A mãe tonta com a situação correu para abraçar a menina, enquanto ela tentava arrumar uma malinha.
- Não faça isso, filha. Pediu a mãe.
- Vou esperar três dias, ta mãe? – Respondeu Joana.

A mãe e o pai sentaram para conversar, uma conversa franca.
No dia seguinte, o pai saiu de casa. Despediu-se da menina, prometendo vê-la em todos os finais de semana.
Semanas depois,uma certa harmonia pairava no ar.
A mãe conversava mais com a filha, almoçavam juntas, jantavam, faziam tarefas escolares, e nos finais de semana o pai de Joana era seu grande companheiro.
A pequena Joana entendeu como a paz é primordial e os pais concluíram que a sapiência infantil é necessária para a falta de coragem dos adultos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Para sempre nunca mais


Passaram se um ano e cinco meses.
Depois de uma tarde de muita conversa, cigarros, doses, sexo, pedidos, promessas e despedidas, ela pensou com seus botões que estava diante de alguém igual a ela.
Ele os definiu como “sexualmente iguais”.
Duas pessoas livres de qualquer regra imposta pela sociedade. Que por vezes agem com alto grau de egocentrismo.
Criaram um laço instransponível. Pessoas ligadas ao deleite da carne, a forma louca de sentir veleidade.

Uma química totalmente inexplicável, que chega até ser absurda.
Chamaria de faísca. Essa palavra cai bem.
Ela relutou tanto para não entrar nessa relação maluca. Nunca acreditou em relacionamento aberto, mas ultimamente têm pensado com carinho no assunto. Que perigo!

Sempre gostou de liberdade, ele também. Mas ainda assim buscavam relações estáveis. Talvez para que a loucura fique olhando de rabo de olho para as cenas cotidianas, bem atrás das cortinas, para se sentirem mais sãos.
Ela escuta os seus desabafos, sobre os relacionamentos frustrados, a falta de perspectiva.
Aprende com ele sobre os labirintos da mente humana.
Vê nele tanto talento desperdiçado. Seria um ótimo analista, filosofo, quem sabe.
O tem como amigo.
Ninguém acreditaria se ela o definisse assim. Talvez nem ela.
Quanto a ele, ela tem certeza que ele a vê como amiga, até mais do que como amante.
Durante um longo e árduo tempo isso doeu, agora não mais.

São um tanto insensíveis um com o outro. Não costumam se abraçar, fazer carinho um no outro.
Alguma coisa trava.

Não há mais nó na garganta. Coração doente/demente.
Só uma vontade gigantesca de estar perto.
Ela tem certo cuidado com ele, o vê tão fraco.

Olhando de perto existe um ar infantil, de menino que viveu cedo demais coisas que só os adultos vivenciam.

Há um imã.
Um pacto sabe se lá com quem. Mas há!
Mentiria se falar que esse relacionamento não deixa os outros na corda bamba.
Ela até se apaixona, caí de cabeça em outros relacionamentos, esquece dele. Porém, basta qualquer sinal para que os sentidos se alarmem e a levem para ele e vice versa.

Serão sempre amantes?

segunda-feira, 1 de março de 2010



A pureza de existir dar-se na busca do infinito. Do novo. Das lições diárias sobre o nada e o tudo porque na verdade tudo parte do querer, do achar-se.
Não adianta procurar nas palavras alheias, o que queres resgatar em si mesmo. Mesmo que sejam palavras afetuosas ou até ásperas para te fazer acordar.
O nosso coração pulsa no relógio no mundo. As horas são companheiras dos pensamentos profundos, desvairados, puros.

Não devemos explicação a não ser para nós mesmos. Todo mundo é um ser errante, mesmo revestido em crostas de perfeição. Um dia o mundo caí e cabe a nós juntar os pedaços de nossa alma.

Só nós sabemos como!

Se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria

Se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria
Isso pra mim é viver!

Seguidores

Quem sou eu

Minha foto
Vou usar uma frase do Ferreira Gullar, que me define: " A vida sopra dentro de mim pânica, como a chama de um maçarico, e pode subitamente cessar ".