
Tenho estado calma. Isso tem me causado certa estranheza.
Porém, tenho estado triste também.
Sinto saudades. Choro quase todos os dias por saber que se trata de uma situação irremediável.
É triste dar adeus a quem se ama. Quando ambas não tem culpa.
Não falo de amor entre homem e mulher. Mas de alguém da minha família. Alguém que eu sempre amei com toda a minha alma. Que era meu ídolo quando adolescente, minha modelo de tudo.
Foi embora da minha vida, carregou metade do meu coração junto.
No auge do meu otimismo extremo, digo para mim mesma que espero uma próxima encarnação para reencontrá-la.
Porém, carrego uma dor diária, latente.
A fé está sempre comigo e sorriu olhando para a estrada vazia e tento imaginar uma chegada, cheio de euforia, risadas e muitos abraços.
Um dia quem sabe, o amor vence a guerra.