
Vejo a tarde ir embora. Em tons cinza e azul desbotado.
Imagino a sua carinha, olhando o livro da sua prima Juliana.
Enquanto preparam a sua mala, para voltarem para casa.
Sempre que nos despedíamos, as lágrimas escorriam em meu rosto.
Como era difícil me despedir de você
Do seu beijo exagerado
Do seu abraço forte
Dos seus olhos de jabuticaba
Do tom da sua voz me chamando
O caminho de volta pra casa, era só lembrança.
Agora não te vejo
Não sinto o seu beijo, seu abraço, sua voz.
Sinto-me tão incompleta sem você
Que tive que me acostumar com o gosto salgado de minhas lágrimas.
Você é parte de mim tanto quanto Clara
Acredito que um dia tudo isso vai passar
Que vou ver esses olhinhos curiosos
Escutar suas histórias fabulosas
As porradas de que você das nos seus amiguinhos
Coisa feia, ein!
As suas palavras adultas.
Nunca vou esquecer o dia em que você ganhou o Concurso de Dança, no teatro.
Tão descolado!
E a sua frase, chateada com a vida:
“Vou morar no meio do mato, numa casinha bem pequenininha, porque minha família é péssima”.
Criatividade e inteligência não lhe faltam!
Bom, vou parar de chorar. Afinal, nós ainda teremos muitas histórias para viver e contar.
Te amo, prestusquinho!
Um comentário:
Mas rapaz! Olha só, bem que dizem que tamanho não é documento. Que menino esperto! Vou fazer a mesma coisa Antônio, qdo tiver chateada: vou pro meio do mato, numa casinha bem pequenininha! (risos)
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