quinta-feira, 9 de setembro de 2010

08/09/2010


Hoje acordei com uma moleza na alma, uma preguiça no corpo que pedia que meus olhos ficassem fechados. Que deixasse meu quarto a meia luz, assistisse a um filme bem profundo. Daqueles que a gente jura que vivenciou.
Sozinha, é tudo que quero nesse momento, estar sozinha.
A bebida tem me deixado mal, um pouco down.
Gosto ruim na boca, sentimento de culpa, a famosa ressaca moral. E não tenho feito nada que me envergonhe, além do fato de bloquear algumas vontades.
Não quero mais o rótulo de “ A doida”, como também não quero “ A regenerada”. Quero apenas liberdade e espaço para expandir o meu eu.
O céu está cinza e faz um frio gostoso, daqueles que se aquece com calor humano. Porém, o calor humano que me é acessível não me apetece neste momento. Nesse contato com a minha interioridade.
Estou á espera da aula de fotografia e confesso que nem isso está me motivando hoje.
Queria minha cama e meu lençol lilás. A casa limpa e com cheiro de flor.
Não queria pegar peso, mas estou me sentindo acima dele.
São tantas obrigações a serem cumpridas. O nome já diz, não é?
OBRIGAÇÃO!
Diabo de palavra maldita!
Faz com que a gente se sinta enjaulado.
Queria um beijo caloroso, doce.
Que ele viesse bater na minha porta, sem nome, sem telefone, um beijo desconhecido

Dores/ mar de ardores
Todas as camas rodeiam invisíveis
Sabendo de todos os nossos amores
Indivisíveis.

Um comentário:

Lucas Tiago R. de Freitas disse...

Hoje tive vontade de beijar alguém...
Há quanto tempo eu não tinha uma vontade assim? Tempos. E que vontade forte. Mas só vale a pena se for por amor, e onde está o amor? Um beijo não é só por brincadeira... Pelo menos não deveria ser...

Se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria

Se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria
Isso pra mim é viver!

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Vou usar uma frase do Ferreira Gullar, que me define: " A vida sopra dentro de mim pânica, como a chama de um maçarico, e pode subitamente cessar ".