sexta-feira, 18 de dezembro de 2009


É sábado

Mas um sábado atípico
Sem ninguém gritando meu nome as dez da manhã
Com um cheiro de cigarro
E sol de carnaval

É sábado, mas há silêncio na casa
Ninguém para filar minha comida
Ninguém para eu implicar
E para me chamar de bela

É vazio
De música
De voz
De Marcos

O meu tio poeta
Deixa-me com um meio sorriso
Quando não está por perto.

5 comentários:

aperitivopoético disse...

adoreiiiiiiiiiimi

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga.

Que bonito esta lembrança.
Lembra-me uma canção que fala da falta que a falta faz.

Aproveito para desejar-te um feliz natal.
Que o Natal reafirme em ti a certeza:
Não somos parte do amor,
somos o próprio amor.
Que possamos envolver nossas famílias, amigos e humanidade com a força deste sentimento.

Estrelas de paz brilhem em ti.

eddie disse...

Ausência física pode se preenchida com lembrança no coração?

Lucas Tiago disse...

Selo pra você no Poesia Declarada. Boa semana!

Lucas Tiago disse...

"
Quer saber...
Com ou sem olho vermelho...
Eu continuo a viver...
E bem ou mal...
Cedo ou tarde...
Um verdadeiro amor...
Irá aparecer...
Pode ser até o seu...
Ou pode ser de outra pessoa...
Mas será verdadeiro...
E puro, purificado...
Compreensivo...
Lavado em lágrimas...
E enxuto no calor do coração...
E então meus olhos clarearão...
E voltarei a enxergar...
Com as lentes da alegria...
E poderei dizer e ouvir...
Ao pé do ouvido...
Como naquele dia...
Em que ouvi...
Sentindo seu corpo macio...
Colado no meu...
Eu te amo...
Na alegria e na tristeza...
Na saúde e na doença...
E estou aqui...
Sempre que precisar...
Sempre que desejar...
Na tristeza e na alegria...
Meu amor e meu desejo...
Minha satisfação...
Amor de verdade...
Para você eu dou...
Você não precisa roubar...
Pois eu dou...
O meu coração...
E toda a minha vida...
E haja o que houver...
Um amor de verdade...
É pra vida toda...
Olhe para a frente...
E pense bem...
Quer saber...
Eu continuo a viver...
Com olhos vermelhos...
Mas meu coração ainda bate...
E estou respirando...
Quer saber...
Estou vivo...
Você não conseguiu me matar...
Não, não de desgosto...
Não por abandono...
Não, eu estou vivo...
Quer saber...
Estou muito bem...
Com olhos vermelhos...
Vivendo em solidão...
Com dores de cabeça...
Não, eu nunca as tive tanto...
Quer saber...
Estou muito bem...
Afinal, um dia morrerei...
E que esse dia chegue mais rápido...
Chegue logo...
Se for para viver...
Para viver sem te ver...
Para viver sem você...
Que chegue logo...
E que os sintomas da solidão...
E que a depressão...
E que as dores de cabeça...
E também as do coração...
Sim, as do coração...
Que tudo aumente...
E que chegue logo...
Se eu não tiver um amor de verdade...
Pois já cansei...
Cansei da solidão...
Cansei de viver sem companhia...
Pois, por melhor que ele seja...
Sem você aqui comigo...
Sem você...
Que eu sei que me deseja...
Eu vivo em solidão...
E meus pensamentos...
Eles vêm e vão...
E acabam sempre...
Sempre pensando...
Pensando em você...
Não, eu não quero...
Eu não quero qualquer uma...
Eu só quero você...
Só você...
Você que é a dona do meu amor...
E do meu coração...
Aqui está...
Poesia...
Poesia simples...
Poesia de coração...
Poesia aberta...
Poesia e declaração...
Poesia Declarada...
"
Lucas Tiago
(26/12/2009)

Se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria

Se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria
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Vou usar uma frase do Ferreira Gullar, que me define: " A vida sopra dentro de mim pânica, como a chama de um maçarico, e pode subitamente cessar ".